segunda-feira, abril 27, 2026

 GUERRA

Voltámos ao estado de guerra. Ao estado selvagem nas relações internacionais. É neste tempo que teremos que pensar a Paz. Repensar as nossas utopias à luz dos clamores da guerra. Será por exemplo ainda possível sonhar com um mundo sem fronteiras? Sem fronteiras como podemos definir Guerra? Invasão? Sem fronteiras quem define a legalidade ou a legitimidade das aspirações?

 


As primeiras palavras virão em breve. Ontem chegou o primeiro dente. A sensação de não ter tempo para nada mais do que cuidar de que nada de mal acontece é o meu maior peso. a certeza de que em poucos minutos a Maria vai precisar de mim leva a que nem sequer comece. O melhor é deixar uma página sempre aberta. Uma página a que possa sempre voltar. 

Não vai bem o meu coração. Apesar disso, tem sido bastante enriquecedor o tempo que tenho passado em casa a cuidar da Maria. Tem-me permitido ganhar um outro modo de ver e de sentir a condição de cuidador primeiro de um ser que se desenvolve a cada dia, a cada novo ciclo de come, dorme e brinca. Não é muito mais o que a Maria faz e eu acompanho. Tem-me parecido que estou a fazer um bom trabalho e que ninguém diga que isso não é trabalho. É trabalho mal pago, pago a 65% do meu salário habitual no laboratório.


Uma praça, uma livraria, um café.

A ideia de Europa

George Steiner

Berlim

Outras cidades

Entrevistas

Urbanismo moderno

Praças

Livrarias

Cafés

Haverá um tal lugar? Uma praça onde se possa visitar uma livraria que por acaso também seja o lugar para tomar um café, ler um livro, uma revista ou um jornal, conversar, olhar, esperar, ou apenas estar? Eu já me contentaria em ter uma praça onde tomar um café de forma descontraída. Ou em visitar uma livraria apenas por ser agradável estar num lugar calmo, cheio de cheiro a livros, sem mais apelos ao consumismo do que convites à leitura, a mais ou melhor conhecimento, quem sabe até melhor entendimento das mais variadas milenares questões que se põe o ser humano.

Tenho vários desses lugares registados na memória. Alguns são como segundas casas.

Berlim tem muitas e belas praças. Tem muitas e riquíssimas livrarias. Tem muitíssimos cafés apelativos aos mais diversos gostos. A minha busca por cada um destes três elementos da cultura europeia serão o tema que pretendo desenvolver no que se seguirá.

A cada um destes três elementos da paisagem urbana contemporânea, bem assentes numa tradição secular de transmissão cultural, estará por certo associada a ideia de Literatura. Aqui ocorre-me uma ideia de literatura que se estende ao acto de escrever, de ler e de publicar. Tal como a idea de café, livraria ou praça pode estar interligada, se de um ponto de vista de fruição do espaço público for observada, também os três actos atrás referidos são complementares de um ponto de vista funcional, performativo. 

Fica então mais claro, o objectivo deste percurso. Partir ao encontro dos pontos de intersecção entre Literatura, espaço público e construção de uma forma de ser colectiva a que poderemos chamar cultura. Neste caso, remetendo para a ideia de Europa defendida por George Steiner.


Em Berlim, deveria estar em casa. Falta-me ainda encontrar esses lugares. A praça, a livraria e o café preferidos, perfeitos se possível.











Buchhandlung ocelot

Brunnenstr. 181, 10119 Berlin. Öffnungszeiten Mo-Sa 10:00-20:00


É uma mistura entre café e livraria. Poderia bem preencher dois terços da minha busca. Não fica localizada numa praça mas sim numa rua de ligação entre duas vias principais, a Torstraße e a Bernauer Straße, cruzando a Invalidenstraße na fronteira entre Prenzlauer Berg e Mitte. Há uma praça bem perto, a Rosenthaler Platz, onde a rua da livraria começa e acaba, se quisermos seguir a numeração dos edifícios. Seguindo para Norte, é possível ir desde Hackescher Markt até Gesundbrunnen, o ponto Norte de ligação à rede de combóios que envolve e cruza Berlim.

O sistema de numeração utilizado em Berlim, um deles pelo menos, leva a que se possa dizer que há ruas em Berlim que começam e acabam no mesmo ponto. Há então um retorno acidental à praça, a Rosenthaler Platz.

Como muitos outros pontos da cidade a que se dá o nome de praça, é mais um imenso cruzamento repleto de carros, ruidoso e, dada a necessidade de semáforos para regular o fluxo do trânsito, um lugar com elevados níveis de poluição atmosférica. A permanente presença de automóveis com o motor ligado, embora parados a aguardar o sinal verde, faz com que uma permanente fonte de gases esteja parada na praça. Num extremo da Brunnenstrasse uma fonte saudável, ponto de partidas e chegadas, no outro uma fonte de gases poluentes de onde a rua parte para depois lá voltar.

Felizmente, mesmo em frente ao edifício que dá a morada à livraria, que também é café, estende-se, colina acima, um pequeno parque, criando uma espécie de anfiteatro urbano que teria como palco a própria livraria.

Se acrescentar que corre um elétrico na rua que faz paragem em frente da livraria, pode-se dar o caso de um convite para um encontro nesse lugar passar a ser muito bem recebido.

Na ideia de praça, livraria ou café como lugar privilegiado de difusão cultural na tradição europeia, é fundamental que duas ou mais pessoas se possam encontrar, por acaso ou por encontro marcado. Qualquer fim de tarde meio ensolarado, permite, desde o parque, apreciar o requentar da pele de frente para o sol. 

Já encontrei o livro A Ideia de Europa de George Steiner. Fotocopiei o exemplar disponível na biblioteca da HU, o Grimm Zentrum. No mesmo dia descobri um outro Steiner, que não George, mas Georg. Alguém tipo jardineiro, como a Lina quer ser quando crescer, apesar de eu já lhe ter dito que arquitectura paisagista é uma excelente profissão de futuro. Por sorte temos um atelier de arquitetura paisagista na vizinhança. Havemos de por lá passar. Entretanto o Georg Steiner vai esperar para outro dia. Encontrei uma referência a um seu artigo num periódico depositado na Biblioteca central de Berlim.

"Europe is made of coffee houses, of cafés. These extend from Pessoa's favourite coffee house in Lisbon to the Odessa cafés haunted by Isaac Babel's gangsters."



Os nossos

Os nossos sonhos

são todos iguais

abertos e vagos

cheios de ideais.

dizem que acabou a guerra

 queria dizer o que me vai na alma

temos tempo não te apresses

ouve bem e vai com calma


para ti é um momento

para mim é um lamento

sente a brisa sente o vento

já nem sei se me aguento


abre o vidro vê lá fora

o melhor virá agora

abre o vidro vê lá fora

corre a minha última hora


lado a lado pela serra

temos tempo não te apresses

dizem que acabou a guerra



-1 Diretório -14 Geringonça


Tomemos o Brexit como uma realidade. Estes lugares serão retirados a cada um dos Partidos políticos europeus assim constituídos no Parlamento Europeu. Uma vez que o resultado das eleições terminadas a 26 de Maio último significa o fim da coligação do centro ou, como se costuma dizer, do Centrão, nova coligação será necessário encontrar. Nos termos alemães, acabou a Groko e está à vista uma Geringonça, usando a expressão de Portugal. Vamos fazer as contas.
Em caso de Brexit serão retirados estes deputados a cada grupo parlamentar existente juntando as alterações de identidade dos reforçados grupos radicais de direita: um deputado ao grupo GUE/NGL ( this abbreviation stands for Confederal Group of the European United Left/Nordic Green Left; for other abbreviation see below), a esquerda ecologista, a mais radical na esquerda mas quase anti-europeia por vezes, dez deputados ao grupo S&D, onze ao grupo Greens/EFA, dezasseis aos novos liberais que receberam Macron no grupo, quatro no ECR dominado pelo PiS do Governo polaco, vinte e nove ao grupo EFDD de Nigel Farage, da AfD alemã e do M5S no Governo Italiano, apesar de só com três não formarem ainda um grupo precisando para isso de deputados eleitos por mais quatro países e para terminar a distribuição dos deputados do Reino Unido da Gr-Bretanha e da Irlanda do Norte, ainda um indefinido (liberais da Irlanda do Norte alinhados com os Liberais Britânicos) e outro eleito pelo DUP que suportou até aqui Teresa May ( seria um potencial membro do PPE?). A partir daqui as contas já não são tão fáceis de fazer. A saída do Reino Unido vai implicar a redução em dois no número de deputados no PE. A distribuição dos outros setenta e um lugares está definida e irá significar por exemplo o aumento de deputados pela Polónia assim como dos eleitos por Espanha, estes dois obtêm a maior fatia, sendo os restantes espalhados por vários outros países. Portugal conseguiu negociar de forma a que não perdesse nenhum eurodeputado tal como todos os 26 membros da União Europeia.

Se pela Polónia esses lugares a mais poderão vir a reforçar o ECR...


The number of seats each EU member will gain as a result of Brexit is as follows:
- France (+5) 2 ALDE, 1 Greens, 2 ENF
- Spain (+5) 3 S&D, 1 EPP, 1 ALDE
- Italy (+3) 1 S&D, 1 ENF, 1 EFDD 
- Netherlands (+3)  1 ALDE, 1EPP, 1 S&D
- Ireland (+2) 2 EPP ou 1 EPP e 1 Greens ou 1 GUE/NGL
- Sweden (+1) 1 EPP
- Austria (+1) 1 EPP
- Denmark (+1) 1 ALDE
- Finland (+1) 1 ALDE
- Slovakia (+1) 1 ALDE ou 1 EPP
- Croatia (+1) 1 EPP
- Estonia (+1) 1 ALDE
- Poland (+1) 1 ECR
- Romania (+1) 1 EPP

mais 8 EPP 7 ALDE 1 ou 2 Greens 5 S&D 1 ECR 3 ENF 1 EFDD 1 GUE/NGL


soma      15 EPP + ALDE; 7 S&D + Greens + GUE/NGL 1 ECR 1 ENF 1 EFDD
subtrai   16 ALDE 11 Greens 10 S&D 4 ECR 29 EFDD

-1 Diretório
-14 Geringonça


domingo, novembro 02, 2025

Traição

 Traição



Traição a Portugal. A luta política pelo poder, numa democracia como a portuguesa, está a ser financiada por poderes estrangeiros com interesses opostos ou pelo menos concorrentes. A corrida é para ser maior e mais feliz. Se é só para ser mais feliz, abandonemos de vez a ideologia do capitalismo económico. Ao longo da história, aquela que conhecemos, a história por nós feita acerca dos outros, as nossas interacções com os outros, no decurso da história os povos passaram fases de crise, de guerra ou conflito. Cresceram, prosperaram, entraram em declínio. Quase desapareceram ou pelo menos afundaram-se como protagonistas do seu destino coletivo: a essência da soberania. Neste momento, Portugal está a lutar para crescer, para ser uma sociedade mais próspera e mais feliz. Ninguém corre e luta com o intuito de piorar as condições materiais de vida.


Quem neste momento luta para que fiquemos mais pequenos e mais pobres é a extrema-direita. Líder e partido traem o interesse de Portugal e dos Portugueses.


O interesse de todos é ficar mais prósperos e felizes. Estamos a competir com outros interesses para crescer. Todos os recursos têm um valor máximo disponível e cada um luta por uma sua parte. A escala de cada bloco regional afigura-se no horizonte como decisiva para atingir o nosso interesse. É sabido a quem interessa o nosso declínio.


Não falo aqui de mais um declínio do ocidente. O nível de sofrimento ou de felicidade que temos pela frente deve poder ser definido em conjunto. Como comunidade. Mas de acordo com o nosso interesse.


Ao defender leis que impedem ou pretendem impedir o nosso interesse no sentido da prosperidade estão a defender o interesse alheio. São, de resto, por eles financiados e têm-nos como fontes de inspiração. A intervenção nas eleições e nos seus resultados repetem-se. Querendo o poder ou influenciando o poder eleito a seguir leis infames, correm o risco de ganhar lugar na história como os que lutaram politicamente pela expulsão dos estrangeiros. É necessário pôr fim à traição e a democracia permite-nos fazê-lo com o voto.


Portugal é um país em declínio populacional. As sucessivas crises deixaram-nos com taxas de fertilidade de 1,23537 em 2014 até 1,44770 em 2023. Sempre abaixo de 2,1, aqui indicado com um nível de precisão de acordo com o determinismo que o conceito encerra.


Seguindo, assim, a lista das páginas mais tristes, negras e infelizes da história. Da nossa e de todos os povos. As expulsões do Judeus, ao longo da história, não trouxeram grandes alegrias aos povos ou ao poder por elas responsáveis. Foram no entanto marcantes e decisivas no sentido do continuar da história, como a lemos, aprendemos e contamos. Sobretudo a dos ocidentais, mas também com repercussão na dos outros povos espalhados pelo globo.


A nossa história ajudou a apagar a ilusão de um mundo planar. Honrar a nossa história é atuar tendo em vista uma perspectiva global. Com maior ou menor pendor globalista, se todos tiverem uma relação saudável e estável com os seus vizinhos, em princípio estarão todos no bom caminho. Mesmo sendo esse um percurso dinâmico e constante. Os fundamentos da nossa existência coletiva desenrolam o seu papel num palco virado para o mundo global. Termos permanentemente consciência de estar a ser espectador e ator é a nossa condição.


Traição, por luta financiada por interesses estrangeiros. Traição por defender leis em Portugal contrárias ao seu interesse. Traição ao povo, mais grave ainda por enganá-lo conscientemente em favor de interesses concorrentes. Traição à nossa história. Traição à nossa cultura e identidade. Traição ao interesse dos próprios cidadãos que neles votam.


Não se pode ser ao mesmo tempo imensamente orgulhoso da sua história e recusar o seu desenrolar. Alguns episódios na história da civilização humana estão associados a guerras, a pestes e pandemias, mas também a  fabulosas descobertas possibilitadoras de progresso humano. É infindavelmente maior e melhor a compreensão que temos sobre o que se vai passando ao nosso redor. Estamos todos a assistir em direto, 24 horas por dia, à realidade dos povos. Nunca antes isso aconteceu. Por que razão haverá um cidadão de querer deixar de fazer parte da história?


Toda esta história não significa nada para a minha vida real como ser humano, como pessoa na sua circunstância, mas ocupa uma grande parte da minha existência.


Se quisermos, quem luta pela sua existência luta pelo seu futuro, procurando modificá-lo. Podemos ajudar a escolher as mãos que irão moldar o nosso ouro, prata ou simplesmente barro. As páginas da história que ainda nos cabe escrever não têm de ser só tristes. Muito menos as suas estátuas.









quinta-feira, julho 03, 2025

As Memórias do Facebook

 As Memórias do Facebook


Por ocasião do 40º Congresso do PSD, aquele onde LM foi eleito presidente do partido, era assim a narrativa:

"Luís Montenegro elege programa de emergência social e reforma da saúde como prioridades"- dizia o título do artigo do Público. E continuava assim: "Luís Montenegro elegeu as sete causas em que vai trabalhar nos próximos tempos. À cabeça, o programa de emergência social para acudir às preocupações dos portugueses sobre o custo de vida, mas também a defesa da reorganização e reforma do Serviço Nacional de Saúde para acabar com o “caos” no sector, o alívio fiscal, UM PLANO DE ACOLHIMENTO DE IMIGRANTES e a descentralização."
...
"Luís Montenegro demarcou-se da “xenofobia” da direita mas também do extremismo da esquerda. Um dos momentos em que o novo líder levantou o 40.º Congresso, durante a sessão do encerramento, foi quando condenou o PS por se ter associado a partidos “anti-NATO, ou anti-UE, ou antieuro, ou anti-IPSS, ou antimisericórdias, ou anti-sector privado da saúde, ou mais flagrante ainda, partidos pró-russos no contexto da guerra da Ucrânia”.

O ressabiamento por 2015 é o que move a direita. Se lhes perguntarem por uma ideia nova, qual a substância da vitória da direita ou das direitas em Portugal ou na Europa ou no resto do Mundo, não sai nada. É só ressabiamento das forças conservadoras pelos avanços das sociedades na direção da liberdade, das várias liberdades que foram conquistadas politicamente nas últimas décadas. Sinceramente, se aquilo de que se podem vangloriar é uma tal de agenda Woke que, apesar deles, avançava e continua a avançar, simplesmente porque as novas gerações assim o escolheram, o regresso das forças progressistas e das agendas ambientalista e feminista não tardará.

Mas continuando com as memórias, diz o artigo mais adiante:


“Somos e seremos moderados mas não somos nem seremos socialistas. E é por sermos moderados que também não somos nem populistas nem ultraliberais. E muito menos nos associaremos algum dia a qualquer política xenófoba ou racista”, afirmou, assumindo que “jamais” abdicará dos princípios da social-democracia e da essência do programa eleitoral para governar a qualquer custo”. Nem que isso tenha o preço de liderar um governo."

Tem-se visto a arte de contorcionismo e a força das convicções de LM.

"À semelhança do que já tinha acontecido com o anúncio do programa de emergência social, também o plano de acolhimento de imigrantes foi colocado novamente entre as prioridades." -

Como foi que disse? Então a criminalidade e a segurança em 2022 não estavam na moda?

"E Face ao “inverno demográfico” e à falta de mão-de-obra “estrutural”, é proposto um programa nacional de “recrutamento e integração” virado para a “sustentabilidade económica e social do país”, inspirado em países como a Austrália ou o Canadá."

-Tamanho descaramento!

O artigo pode ser consultado através do link que partilho abaixo.

O que aconteceu entretanto foi simplesmente uma onda de demagogia populista alavancada pelas forças reacionárias da extrema direita, um pouco por todo o lado. Depois dos anos de inflação de 2022 e 2023, da entrada em vigor dos milhares de milhões de investimento extraordinário criados pela bazuca ou os planos de investimento de Biden, com sucesso reconhecido na economia americana antes ainda das eleições de 24. Depois do ano de todas as eleições, em 2024 quase metade do planeta foi às urnas, num recorde mundial, os populistas começaram a usar os imigrantes como arma de arremesso contra as esquerdas ou forças moderadas de centro. Criaram o Outro ideal, e sempre necessário para que o populismo e a demagogia possam vencer.

Há dias, dizia Francisco Assis numa entrevista na Antena 1, o que já os gregos tinham escrito, -"se os democratas cederem aos demagogos as democracias morrem, porque a seguir aos demagogos virão os tiranos.". Segundo ele, os democratas estarão a ceder aos demagogo. Eu temo que já estejamos na fase em que são os demagogos, no poder, que estão a ceder aos tiranos. Em vários aspetos das nossas sociedades a tirania já está instalada. Deportações em massa, proibições de manifestação (Clima, Palestina, Pride,...), atos consecutivos de violência política tolerada pelas autoridades, são tudo sinais de que a tirania já está aqui, aí, um pouco por todo o lado. Deixa ver quanto tempo sobrevive este post!

As memórias rezavam assim:

Reescrever a história. Derivado do ressabiamento de 2015.
Demagogia. À la carte, mesmo depois de afirmar que eles não. Incêndios como exemplo, já amanhã no terreno.
1 - Inflação: programa de emergência social (nada de novo e puro mimetismo das medidas já em vigor)
2 - Caos na Saúde: sector social (nada de novo e uma fezada quando o que falta são mesmo médicos e enfermeiros e não camas)
3 - Impostos: desfazer o brutal aumento de impostos, não, alívio da carga fiscal, i.e. taxa social à la Passos, sim.
4 - Jovens a 15% de IRS: (inconstitucional) e creches do sector social (mais mimetismo do programa do PS).
5 - Programa de acolhimento e integração de imigrantes a copiar a Alemanha como forma de encontrar mão de obra, embora paga pelo salário mínimo. Baixos rendimentos, mas agora só para imigrantes como forma de crescimento económico.
6 - Transição ambiental, energética e tecnológica: pôr a mão no PRR (nem nada de novo nem algo apenas)
7 - Descentralização e não a um referendo à regionalização em 2024. Com a crise como desculpa.
Isto é o PSD?


quarta-feira, maio 21, 2025

Demografia e Economia

Interaktiver Bericht: Demografie & Wirtschaft Europas

Demografie und wirtschaftliche Entwicklung in Europa

Einleitung

Dieser interaktive Bericht analysiert die komplexen Wechselwirkungen zwischen demografischen Strukturen und wirtschaftlicher Entwicklung in Europa. Er beleuchtet Trends wie Bevölkerungsalterung, veränderte Geburtenraten und Migration und deren tiefgreifende Konsequenzen für Wirtschaftswachstum, Sozialsysteme und regionalen Zusammenhalt. Ziel ist es, Muster, regionale Unterschiede und die Verflechtungen zwischen demografischen und ökonomischen Faktoren aufzuzeigen.

Die demografischen Verschiebungen in Europa stellen sowohl erhebliche Herausforderungen als auch potenzielle Chancen dar. Einerseits belasten sie Sozialstaaten und können zu Arbeitskräftemangel führen. Andererseits eröffnen sie Möglichkeiten, beispielsweise durch die Entstehung einer "Silver Economy" oder als Impuls für Innovationen.

Der Bericht gliedert sich in die Untersuchung der aktuellen demografischen Landschaft, eine Bestandsaufnahme der wirtschaftlichen Entwicklung, die Analyse der Wechselwirkungen zwischen diesen Dimensionen und schließlich die Erörterung von Politikansätzen und Zukunftsperspektiven für ein resilientes Europa.

Die demografische Landschaft Europas

Dieser Abschnitt beleuchtet die aktuellen demografischen Trends in der Europäischen Union, einschließlich Bevölkerungsstruktur, Alterungsprozessen, Geburten-, Sterblichkeits- und Lebenserwartungstrends sowie Migrationsmustern. Die Daten zeigen eine alternde Bevölkerung mit signifikanten regionalen Unterschieden.

Bevölkerungsstruktur und Alterung

Am 1. Januar 2023 lebten 448,8 Millionen Menschen in der EU. Das Medianalter stieg von 39,0 Jahren (2003) auf 44,5 Jahre (2023).

Der Anteil der Bevölkerung ab 65 Jahren wuchs von 16 % (2003) auf 21 % (2023) und wird bis 2050 voraussichtlich auf 30 % steigen.

Der Altenquotient (Verhältnis von Personen im Rentenalter zu Personen im erwerbsfähigen Alter) wird sich in den nächsten vier Jahrzehnten voraussichtlich verdoppeln.

Altersabhängigkeitsquotient

Der Altersabhängigkeitsquotient (Personen ab 65 Jahren im Verhältnis zu Personen zwischen 15 und 64 Jahren) für die EU wird von 33,0 % im Jahr 2022 auf voraussichtlich 59,7 % bis 2100 steigen.

Regionale Unterschiede sind beträchtlich, mit Konzentrationen sehr alter Regionen in Ostdeutschland, Italien und Teilen Südeuropas.

Geburten, Sterblichkeit und Lebenserwartung

Die durchschnittliche Kinderzahl pro Frau in der EU lag 2022 bei 1,46, unter dem Ersatzniveau von 2,1.

Die durchschnittliche Lebenserwartung in der EU betrug 2023 insgesamt 81,5 Jahre (Männer: 77,9 in 2022, Frauen: 83,3 in 2022).

Es besteht eine Lücke in der Lebenserwartung zwischen West-/Nordeuropa und einigen osteuropäischen Ländern.

Lebenserwartung nach Geschlecht (2023)

Die Lebenserwartung für Frauen ist in der EU durchweg höher als für Männer. Länder wie Spanien und Italien zeigen besonders hohe Werte.

Migration

Migration gleicht in vielen EU-Ländern den negativen natürlichen Saldo aus. 2023 wanderten 4,3 Mio. Menschen aus Nicht-EU-Ländern in die EU ein.

Deutschland und Spanien meldeten 2023 die höchste Zuwanderung. Relativ zur Bevölkerung waren es Malta, Zypern und Luxemburg.

Die Integration von Migranten ist entscheidend, stellt aber auch Herausforderungen dar, insbesondere in Regionen mit Bevölkerungsrückgang.

Stand der wirtschaftlichen Entwicklung in Europa

Dieser Abschnitt gibt einen Überblick über die wirtschaftliche Lage in der EU, einschließlich Wirtschaftsleistung, Wachstumsdynamiken, sektorale Strukturen, Arbeitsmarktentwicklungen sowie Einkommensverteilung und soziale Ungleichheit. Das Bild ist heterogen mit deutlichen regionalen Unterschieden.

Wirtschaftsleistung und Wachstum

Das geschätzte nominale BIP der EU lag 2025 bei 19,991 Billionen US-Dollar. Das BIP-Wachstum betrug 2023 0,6 %.

Deutschland, Frankreich und Italien sind die größten Volkswirtschaften. Es bestehen erhebliche Unterschiede im kaufkraftbereinigten BIP pro Kopf (z.B. Luxemburg vs. Bulgarien).

Osteuropäische Länder zeigen teils rasche Konvergenz, aber Wohlstandsunterschiede bleiben bestehen.

Arbeitsmarkt

Die Arbeitslosenquote in der EU lag im März 2025 bei 5,8 %. Die Jugendarbeitslosigkeit betrug 14,5 %.

Hohe Unterschiede zwischen Ländern (z.B. Spanien/Griechenland vs. Tschechien/Malta).

Arbeitskräftemangel ist ein wachsendes Problem, verschärft durch demografischen Wandel und Qualifikationsdefizite.

Einkommensverteilung und Armut

Der Gini-Koeffizient der EU lag 2024 bei 29,3 (relativ niedrig). 2023 waren 21,4 % der EU-Bevölkerung von Armut oder sozialer Ausgrenzung bedroht (AROPE).

AROPE-Raten sind in südlichen, östlichen und äußersten Regionen oft höher. Hauptstadtregionen in Osteuropa haben oft niedrigere Raten als der Rest des Landes, in Westeuropa teils umgekehrt.

Inflations- und Lebenshaltungskostenkrisen treffen einkommensschwächere Haushalte überproportional.

Wechselwirkungen zwischen Demografie und Wirtschaft

Die demografische Entwicklung und die wirtschaftliche Leistungsfähigkeit Europas sind eng miteinander verknüpft. Die Bevölkerungsalterung beeinflusst Wirtschaftswachstum, Produktivität und öffentliche Finanzen, während Migration eine wichtige, aber komplexe Rolle für Arbeitsmärkte und Innovation spielt.

Auswirkungen der Bevölkerungsalterung

  • Reduziert tendenziell das Wirtschaftswachstum (geringere Arbeitskräftezahl).
  • Beeinflusst Arbeitsproduktivität (potenziell geringeres TFP-Wachstum durch ältere Belegschaft).
  • Erhöht Druck auf öffentliche Finanzen (steigende Ausgaben für Gesundheit, Renten, Pflege).
  • Erfordert Steigerung der Arbeitsproduktivität zur Aufrechterhaltung des Lebensstandards.

Rolle der Migration

  • Kann Arbeitskräfteengpässe mildern und zur Wirtschaftsleistung beitragen.
  • Kann positive Effekte auf Innovation und TFP haben.
  • Verursacht anfänglich fiskalische Kosten; langfristige Auswirkungen hängen von Integration ab.
  • Ist keine vollständige Lösung für die Folgen der Alterung; erfordert breitere Strategien.
  • Wirtschaftlicher Beitrag hängt von Anerkennung und Nutzung der Migrantenqualifikationen ab ("Brain Waste" vs. "Brain Gain").

Regionale Disparitäten: Demografische und wirtschaftliche Bruchlinien

Europa ist von erheblichen regionalen Unterschieden geprägt. Es zeigen sich Kluften zwischen Ost-/Südeuropa und Nord-/Westeuropa sowie zwischen städtischen und ländlichen Gebieten. Diese Disparitäten haben sowohl demografische als auch wirtschaftliche Dimensionen und können sich gegenseitig verstärken.

Wichtige Beobachtungen

  • Ost- und südeuropäische Länder erfahren oft stärkere Bevölkerungsrückgänge und Alterung.
  • Städtische Regionen ziehen Erwerbstätige an, ländliche Regionen kämpfen mit Entvölkerung.
  • Höchste Armutsrisiken oft in südlichen, östlichen und äußersten EU-Regionen.
  • Innerstaatliche Bruchlinien zwischen dynamischen urbanen Zentren und schrumpfenden peripheren Gebieten sind kritisch ("Geografie der Unzufriedenheit").
  • Demografische Verschiebungen und wirtschaftliche Aussichten beeinflussen sich gegenseitig und können "Entwicklungsfallen" erzeugen.

Momentaufnahme regionaler Disparitäten (Ausgewählte NUTS-2 Regionen, Daten ca. 2022/2023)

Region (Land) Medianalter (ca. Jahre) BIP p.K. (KKS % EU) Arbeitslosenquote (%)
Southern (Irland) Relativ jung 286 4,1
Praha (Tschechien) 41,6 207 1,7
Sud-Est (Rumänien) 44,0 45 5,7
Sachsen-Anhalt (Deutschland) 51,6 76 7,0
Calabria (Italien) 47,3 59 16,3

Quelle: Basierend auf Tabelle 7 des Berichts. Genaue Bevölkerungsentwicklung nicht tabellarisch dargestellt, aber Trends im Bericht erwähnt.

Politikansätze und Zukunftsperspektiven

Die Bewältigung des demografischen Wandels erfordert maßgeschneiderte Strategien, Investitionen in Humankapital und Innovation sowie die Anpassung an neue technologische Entwicklungen. Eine enge Zusammenarbeit auf allen Ebenen ist entscheidend für ein demografisch und wirtschaftlich resilientes Europa.

Strategien zur Bewältigung

  • Familienpolitik & pronatalistische Maßnahmen (Wirksamkeit umstritten, erfordert Langfristigkeit).
  • Integrationspolitik für Migranten (Arbeitsmarkt, Bildung, Zugang zu Diensten).
  • Rentenreformen (Anpassung an Lebenserwartung, fiskalische Nachhaltigkeit).
  • Maßgeschneiderte Ansätze für unterschiedliche regionale Herausforderungen.

Nachhaltige Wirtschaftsentwicklung

  • EU-Kohäsionspolitik zur Verringerung regionaler Unterschiede (ortsbezogener Ansatz nötig).
  • Investitionen in Humankapital (lebenslanges Lernen, Umschulung).
  • Förderung von Innovation und F&E.
  • Arbeitsmarktreformen (Erhöhung Erwerbsbeteiligung, Flexibilität).
  • Nutzung des Potenzials einer länger lebenden Bevölkerung ("Langlebigkeitsdividende").

Zukunftsszenarien & Technologie

  • EU-Bevölkerungsprognose: Höhepunkt um 2026, dann Rückgang. Erwerbsbevölkerung schrumpft stark.
  • Automatisierung & KI: Potenzial zur Produktivitätssteigerung und Milderung von Arbeitskräfteengpässen, aber auch Risiko von Arbeitsplatzverlusten und Ungleichheit.
  • Notwendigkeit eines Umdenkens bei Wirtschaftsmodellen und Gesellschaftsverträgen angesichts potenziellen Bevölkerungsrückgangs.

Schlussfolgerungen

Die Analyse zeigt ein komplexes Zusammenspiel von Demografie und wirtschaftlicher Entwicklung in Europa mit tiefgreifenden regionalen Unterschieden. Die fortschreitende Bevölkerungsalterung stellt erhebliche Herausforderungen dar, während Migration eine wichtige, aber nicht alleinige Rolle spielt.

Für ein demografisch und wirtschaftlich resilientes Europa sind differenzierte und kontextspezifische Politikansätze unerlässlich. Dazu gehören maßgeschneiderte Strategien, die Stärkung der regionalen Entwicklung, Investitionen in Humankapital und Innovation sowie die Anpassung an neue Realitäten wie potenziellen Bevölkerungsrückgang und technologischen Wandel.

Die demografische Transformation ist unaufhaltsam, aber ihre Folgen sind gestaltbar. Proaktive, evidenzbasierte und anpassungsfähige Politiken können Europa helfen, die Herausforderungen zu meistern und die Chancen zu nutzen, um nachhaltigen Wohlstand und sozialen Zusammenhalt zu sichern.

© 2025 Interaktiver Bericht. Basierend auf "Demografischer Wandel und wirtschaftliche Entwicklung in Europa: Eine vergleichende Analyse".

quarta-feira, abril 09, 2025

Housing For All

 "We should be unromantic about what this means. If we remove barriers to market housing production, some capitalist firms will benefit; if we don’t, other capitalist firms—the ones that profit off of housing scarcity—will benefit instead. Prioritizing housing for all as an objective over penalizing particular enemies in the capitalist class is both more strategically coherent and, ultimately, more morally righteous. And in the fight to achieve more housing for all, we should not dogmatically insist on using only certain means to get there. With the stakes so high, we can’t afford that kind of indulgence."


—Ned Resnikoff


https://www.dissentmagazine.org/article/supply-and-the-housing-crisis-a-debate/

segunda-feira, março 17, 2025

Fotografias



Prag



Tanta dor, tanto medo.

Seja o que for, não tenho credo.

Arranco  os cabelos, rasgo a veste.

Como foi mesmo aquilo que disseste?


Que caminho tão torto

Que me não deixa fugir

Do eco das tuas palavras

Meu coração a partir


Não calçamos os mesmos sapatos

Não constas nas minhas fotografias

Não gostamos os dois de gatos

Ouviste o que não querias

domingo, outubro 06, 2024

Os Lusíadas são...

 "Os Lusíadas são uma busca obstinada, às vezes quase desesperada, de beleza e de heroísmo, por um poeta que sabe que os seres humanos são imperfeitos e que o mundo é um lugar muito frágil."

Isabel Almeida

Erros Democráticos

 


consenso vs. compromisso


consenso
(con·sen·so)

nome masculino

1. Conformidade de juízos, opiniões ou sentimentos, relativamente a algo ou a alguém, por parte da maioria ou da totalidade dos membros de um conjunto de indivíduos (ex.: a votação do regulamento foi adiada por falta de consenso quanto ao texto final). = ACORDO, CONCORDÂNCIA, CONSENTIMENTO, UNANIMIDADE

2. Opinião ou posição maioritária de um grupo ou de uma comunidade (ex.: é consenso quase geral que a principal medida no tratamento do pé diabético é a detecção precoce).

3. Anuência, aquiescência, consentimento.


Origem etimológica:latim consensus, -us, acordo, concordância, unanimidade.

Palavras relacionadas

"consenso", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2024, https://dicionario.priberam.org/consenso.


compromisso
(com·pro·mis·so)

nome masculino

1. Obrigação ou promessa feita por uma ou mais pessoas. = AJUSTE, COMPROMETIMENTO, CONTRATO

2. Obrigação social, como um encontro ou uma consulta, por exemplo.

3. [Direito] Obrigação contraída entre diferentes pessoas de sujeitarem a um árbitro a decisão de um pleito.

4. [Direito] Concordata de falido com os seus credores.

5. Acordo político, especialmente entre adversários. = PACTO

6. Estatutos de confraria.

7. Escritura vincular.


tomar compromisso•Obrigar-se.


Origem etimológica:latim compromissum, -i, particípio passado de compromitto, -ere, comprometer.

Colectivo:agenda.

Palavras relacionadas
palavracompromissóriocompromissárioagendanoivadodescompromissocomprometido

"compromisso", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2024, https://dicionario.priberam.org/compromisso.

terça-feira, janeiro 24, 2023

Um ser universal

 Um ser universal



Passo a passo 

Com a força dos teus passos

Fazes a terra girar.

Ao ponto de pensares que és um criador na terra.


Para que andes para a frente

Tem a terra que andar para trás.

O que pensas ser progresso, não passa de um erro de análise.

Qual o criador que não ama o seu cálice.



Sendo um outro ser

tão ser como tu

quando ele anda e sonha

e a terra faz girar


gira a terra mais depressa ou mais devagar?


Se todos caminhamos,

Se todos sonhamos,

Algo mais forte

nos faz caminhar. 


Será do sonho?

Saberás tu sonhar?

O que seria do progresso,

sem capacidade de perguntar?


Mas se fores mais além,

acabas por ao mesmo sítio chegar.

Presos à nossa pele,

presos ao nosso lugar.

Mais tarde se acaba o sonho

do que a terra de girar.


Só nos resta continuar.

Se nos resta continuar.

Porque resta continuar.

Para quê continuar?

Para onde continuar?

E porque não parar?.





"Poema infantil"


Chora o fruto

A Maria

O poema a acabar

chora chora chora fruto

chora chora chora a Maria

o dia a começar

cora chora chora chora

acordou está disperto

toca a ter o dedo no ar

segunda-feira, janeiro 23, 2023

 vai e vem 

não importa 

maldição

grande

tretas

felicidade

crueldade

idade

vai e vem

sim importa

tradição

paixão

tesão

o que importa

esvaziou-se-me o coração

enxuto


domingo, março 27, 2022

Brutal

 Um sinal de que as línguas vivas estão em constante mudança pode, nos dias de hoje, ser facilmente verificado pela alta incidência do uso do termo  Brutal , sendo quase só usado com o seu significado na forma informal. Será a informalidade o que domina o progresso? Sem dúvida! Então, há que aceitar que a progressão é coisa boa e deixar de lutar contra os necessários acordos ortográficos, onde esse progresso fica normalizado. Ou será que a normalização é só contrária ao progresso que faz avançar a Língua, colocando-lhe barreiras?

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"brutal", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/brutal [consultado em 27-03-2022].