Desigualdade e Desenvolvimento: Uma Perspectiva Europeia
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GeoAnalytics Europa
Desigualdade de Renda e Desenvolvimento Humano
Este relatório interativo explora a relação entre o Índice de Gini (medida de desigualdade, onde 0 é igualdade perfeita) e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) na Europa. Descubra como a distribuição de riqueza se correlaciona com a qualidade de vida geral através de visualizações dinâmicas.
Índice de Gini (Menor é Melhor)
IDH (Maior é Melhor)
Filtro de Região
Correlação: Riqueza vs. Igualdade
Nesta visualização de dispersão, analisamos se países com maior desenvolvimento humano (eixo X) tendem a ter sociedades mais igualitárias (eixo Y).
Geralmente, observa-se uma correlação negativa: à medida que o IDH aumenta, o coeficiente de Gini tende a diminuir, indicando que o alto desenvolvimento humano é frequentemente sustentado por estruturas sociais mais equitativas.
💡 Como Interpretar
Canto Inferior Direito: O "ponto ideal" — Alto desenvolvimento e baixa desigualdade (ex: Escandinávia).
Canto Superior Esquerdo: Menor desenvolvimento e maior desigualdade.
Rankings Comparativos
Explore os líderes em igualdade e desenvolvimento. Utilize os botões para alternar entre as métricas e visualizar como os países se comparam à média europeia.
Explorador de Dados Detalhado
Examine os dados específicos de cada nação. A base de dados abaixo permite uma análise granular, destacando a posição de cada país em relação aos blocos econômicos e médias regionais.
Por ocasião do 40º Congresso do PSD, aquele onde LM foi eleito presidente do partido, era assim a narrativa:
"Luís Montenegro elege programa de emergência social e reforma da saúde como prioridades"- dizia o título do artigo do Público. E continuava assim: "Luís Montenegro elegeu as sete causas em que vai trabalhar nos próximos tempos. À cabeça, o programa de emergência social para acudir às preocupações dos portugueses sobre o custo de vida, mas também a defesa da reorganização e reforma do Serviço Nacional de Saúde para acabar com o “caos” no sector, o alívio fiscal, UM PLANO DE ACOLHIMENTO DE IMIGRANTES e a descentralização." ... "Luís Montenegro demarcou-se da “xenofobia” da direita mas também do extremismo da esquerda. Um dos momentos em que o novo líder levantou o 40.º Congresso, durante a sessão do encerramento, foi quando condenou o PS por se ter associado a partidos “anti-NATO, ou anti-UE, ou antieuro, ou anti-IPSS, ou antimisericórdias, ou anti-sector privado da saúde, ou mais flagrante ainda, partidos pró-russos no contexto da guerra da Ucrânia”.
O ressabiamento por 2015 é o que move a direita. Se lhes perguntarem por uma ideia nova, qual a substância da vitória da direita ou das direitas em Portugal ou na Europa ou no resto do Mundo, não sai nada. É só ressabiamento das forças conservadoras pelos avanços das sociedades na direção da liberdade, das várias liberdades que foram conquistadas politicamente nas últimas décadas. Sinceramente, se aquilo de que se podem vangloriar é uma tal de agenda Woke que, apesar deles, avançava e continua a avançar, simplesmente porque as novas gerações assim o escolheram, o regresso das forças progressistas e das agendas ambientalista e feminista não tardará.
Mas continuando com as memórias, diz o artigo mais adiante:
“Somos e seremos moderados mas não somos nem seremos socialistas. E é por sermos moderados que também não somos nem populistas nem ultraliberais. E muito menos nos associaremos algum dia a qualquer política xenófoba ou racista”, afirmou, assumindo que “jamais” abdicará dos princípios da social-democracia e da essência do programa eleitoral para governar a qualquer custo”. Nem que isso tenha o preço de liderar um governo."
Tem-se visto a arte de contorcionismo e a força das convicções de LM.
"À semelhança do que já tinha acontecido com o anúncio do programa de emergência social, também o plano de acolhimento de imigrantes foi colocado novamente entre as prioridades." -
Como foi que disse? Então a criminalidade e a segurança em 2022 não estavam na moda?
"E Face ao “inverno demográfico” e à falta de mão-de-obra “estrutural”, é proposto um programa nacional de “recrutamento e integração” virado para a “sustentabilidade económica e social do país”, inspirado em países como a Austrália ou o Canadá."
-Tamanho descaramento!
O artigo pode ser consultado através do link que partilho abaixo.
O que aconteceu entretanto foi simplesmente uma onda de demagogia populista alavancada pelas forças reacionárias da extrema direita, um pouco por todo o lado. Depois dos anos de inflação de 2022 e 2023, da entrada em vigor dos milhares de milhões de investimento extraordinário criados pela bazuca ou os planos de investimento de Biden, com sucesso reconhecido na economia americana antes ainda das eleições de 24. Depois do ano de todas as eleições, em 2024 quase metade do planeta foi às urnas, num recorde mundial, os populistas começaram a usar os imigrantes como arma de arremesso contra as esquerdas ou forças moderadas de centro. Criaram o Outro ideal, e sempre necessário para que o populismo e a demagogia possam vencer.
Há dias, dizia Francisco Assis numa entrevista na Antena 1, o que já os gregos tinham escrito, -"se os democratas cederem aos demagogos as democracias morrem, porque a seguir aos demagogos virão os tiranos.". Segundo ele, os democratas estarão a ceder aos demagogo. Eu temo que já estejamos na fase em que são os demagogos, no poder, que estão a ceder aos tiranos. Em vários aspetos das nossas sociedades a tirania já está instalada. Deportações em massa, proibições de manifestação (Clima, Palestina, Pride,...), atos consecutivos de violência política tolerada pelas autoridades, são tudo sinais de que a tirania já está aqui, aí, um pouco por todo o lado. Deixa ver quanto tempo sobrevive este post!
As memórias rezavam assim:
Reescrever a história. Derivado do ressabiamento de 2015.
Demagogia. À la carte, mesmo depois de afirmar que eles não. Incêndios como exemplo, já amanhã no terreno.
1 - Inflação: programa de emergência social (nada de novo e puro mimetismo das medidas já em vigor)
2 - Caos na Saúde: sector social (nada de novo e uma fezada quando o que falta são mesmo médicos e enfermeiros e não camas)
3 - Impostos: desfazer o brutal aumento de impostos, não, alívio da carga fiscal, i.e. taxa social à la Passos, sim.
4 - Jovens a 15% de IRS: (inconstitucional) e creches do sector social (mais mimetismo do programa do PS).
5 - Programa de acolhimento e integração de imigrantes a copiar a Alemanha como forma de encontrar mão de obra, embora paga pelo salário mínimo. Baixos rendimentos, mas agora só para imigrantes como forma de crescimento económico.
6 - Transição ambiental, energética e tecnológica: pôr a mão no PRR (nem nada de novo nem algo apenas)
7 - Descentralização e não a um referendo à regionalização em 2024. Com a crise como desculpa.
Força Eleitoral dos Partidos Populistas de Extrema-Direita nos Parlamentos da União Europeia
Força Eleitoral da Extrema-Direita na UE
Extrema-Direita na UE
Visão Geral da Força Eleitoral dos PPED na UE
Esta secção oferece um panorama do crescimento e da presença atual dos Partidos Populistas de Extrema-Direita (PPED) no cenário político da União Europeia. Analisamos a sua representação agregada no Parlamento Europeu após as eleições de 2024 e o impacto geral desta tendência.
PPED no Parlamento Europeu (2024)
Nas eleições de 2024, os principais grupos de direita radical e extrema-direita (ECR, PfE, ESN) asseguraram conjuntamente 187 assentos de um total de 720 no Parlamento Europeu. Isto representa aproximadamente 26% do hemiciclo, um aumento considerável face à legislatura anterior.
Composição dos principais grupos de PPED no PE (2024).
Principais Observações
Tendência geral de crescimento da extrema-direita na última década, com aceleração em países-chave.
Variações regionais significativas na força e nas narrativas dos PPED.
Evolução das plataformas, incluindo moderação tática do euroceticismo por alguns partidos.
Impacto na polarização política nacional e desafios à coesão da UE.
Aumento da complexidade na formação de governos nacionais.
Introdução ao Fenómeno
O populismo de extrema-direita (PED) tem ganhado proeminência na União Europeia (UE), especialmente desde a Grande Recessão. Este crescimento é atribuído a fatores como oposição à imigração, ceticismo em relação às instituições europeias e descontentamento com políticas económicas. Crises sistémicas, como a financeira de 2008 e a migratória de 2015, catalisaram o apoio a estes movimentos.
A quantificação da força eleitoral dos Partidos Populistas de Extrema-Direita (PPED) é crucial para aferir a sua influência e compreender a estabilidade das democracias liberais e o futuro da integração europeia. Este fenómeno reflete ansiedades económicas, inseguranças identitárias e um sentimento de desrepresentação, funcionando como um barómetro da saúde democrática e da coesão social na UE.
O Que São Partidos Populistas de Extrema-Direita (PPED)?
Compreender os Partidos Populistas de Extrema-Direita (PPED) requer a análise das suas características ideológicas centrais. Embora heterogéneos, partilham uma tríade ideológica fundamental: populismo, nativismo e autoritarismo. Esta secção explora estas definições e outras características comuns.
Entendido como uma ideologia de "núcleo rarefeito", o populismo postula uma divisão fundamental da sociedade em dois grupos homogéneos e antagónicos: "o povo puro" e "a elite corrupta". Manifesta-se através de uma forte retórica anti-elite e anti-establishment, onde os PPED se apresentam como os únicos e autênticos representantes do "homem comum". Frequentemente, advogam pela democracia direta e simplificam problemas complexos, propondo soluções imediatas e identificando bodes expiatórios.
Resulta da fusão do nacionalismo com a xenofobia. Defende que os estados devem ser habitados predominantemente por membros do grupo nativo (a "nação"), e que elementos não-nativos (pessoas ou ideias) são uma ameaça à homogeneidade e identidade nacional. Concretiza-se na rejeição de estrangeiros e imigrantes, ênfase na soberania nacional e primazia dos interesses nacionais, muitas vezes definidos em termos étnicos.
Reflete uma preferência por uma sociedade estritamente ordenada, onde infrações são punidas com severidade, e há valorização da lei, ordem e submissão à autoridade. No contexto dos PPED, manifesta-se na tendência para simplificar o exercício do poder, concentrando-o em líderes carismáticos, e numa desconfiança ou rejeição do pluralismo político e social e dos direitos das minorias, em nome da homogeneidade cultural.
Outras Características Comuns
Euroceticismo: Crítica persistente à UE, evoluindo de defesa da saída para uma reforma "a partir de dentro".
Chauvinismo de Bem-Estar: Apoio ao Estado social, mas reservando benefícios primariamente aos "nativos".
Anti-Globalização e Protecionismo: Desconfiança da globalização e defesa de políticas económicas protecionistas.
Conservadorismo Social: Defesa de valores tradicionais, oposição a direitos LGBTQ+, posições restritivas sobre aborto (com variações).
Uso Estratégico da Comunicação: Utilização de negatividade, provocação e quebra de tabus para obter atenção mediática.
Iliberalismo: Combinação de soberania popular com rejeição de direitos e liberdades fundamentais da democracia liberal.
Perfil dos Eleitores
Embora com variações nacionais, os apoiantes dos PPED são frequentemente (mas não exclusivamente):
Homens jovens, da classe trabalhadora ou com níveis de escolaridade mais baixos.
Indivíduos com percepção negativa da economia nacional e do seu próprio estatuto económico, sentindo pessimismo.
Descontentes com o funcionamento da democracia, desconfiados dos governos nacionais e instituições da UE.
Com forte aversão a imigrantes e à imigração.
Motivados por preocupações culturais, opondo-se ao multiculturalismo, globalização, feminismo e direitos das minorias.
Força Eleitoral nos Parlamentos Nacionais
A presença dos PPED varia consideravelmente entre os parlamentos nacionais dos estados-membros da UE. Esta secção permite explorar os resultados eleitorais mais recentes (mandatos e votos) e o estatuto governativo dos PPED em cada país. Utilize o filtro para selecionar um país e visualizar os seus dados detalhados.
Detalhes Nacionais
Nota: Os dados refletem os resultados eleitorais mais recentes disponíveis e podem ter sofrido alterações devido a defecções ou ajustes pós-eleitorais. As percentagens de votos geralmente referem-se à lista do partido ou coligação principal.
Força Eleitoral no Parlamento Europeu
O Parlamento Europeu (PE) é uma arena crucial para os PPED. As eleições para o PE são muitas vezes vistas como de "segunda ordem", podendo beneficiar partidos de protesto. Esta secção analisa a evolução da força dos PPED no PE, comparando os resultados de 2019 e 2024, e detalha a composição dos seus grupos políticos atuais.
Comparação da Força dos Grupos de PPED no PE (2019 vs. 2024)
Comparação do número de eurodeputados nos principais agrupamentos.
Distribuição dos PPED por Grupo no PE (2024)
Total de 187 eurodeputados nos grupos ECR, PfE e ESN (de 720).
Partidos Nacionais e Seus Grupos no PE (2024)
A tabela abaixo mostra a afiliação dos partidos nacionais populistas de extrema-direita aos grupos políticos no Parlamento Europeu após as eleições de 2024. Utilize os filtros para refinar a visualização.
País
Partido (Acrónimo)
Grupo no PE (2024)
Eurodeputados
Nota: A Konfederacja (Polónia) teve os seus 6 eurodeputados divididos por diferentes grupos (ESN, PfE e NI).
Análise Consolidada e Tendências Emergentes
A força eleitoral dos PPED revela uma presença consolidada e crescente. Esta secção resume as principais tendências, variações regionais, evolução das plataformas e as implicações mais vastas para os estados-membros e para a União Europeia.
Principais Tendências e Observações
Crescimento Consolidado: Os PPED detêm uma percentagem significativa de assentos nos parlamentos nacionais e no PE (aprox. 26% no PE 2024, com 187 assentos para ECR, PfE, ESN).
"Quarta Onda": Período marcado pela crescente normalização da extrema-direita e sua complexa relação com o mainstream.
Variações Regionais:
Europa Ocidental e Nórdica: Partidos bem estabelecidos (RN, FPÖ, PVV, SD, PS), foco em imigração, identidade cultural, euroceticismo variado.
Europa Central e Oriental: Partidos como Fidesz e PiS combinam nacionalismo forte, conservadorismo social, por vezes políticas económicas estatistas. Preocupações com "retrocesso democrático".
Europa Meridional: Emergência mais tardia mas crescimento rápido (Chega, Vox). Forte pendor nacionalista, por vezes com componentes religiosos.
Evolução das Plataformas:
Euroceticismo transitando de "hard" para "soft" ou reformista ("mudar a UE por dentro").
Imigração e identidade como temas centrais (e.g., "grande substituição", Islão como ameaça).
Economia: Inclinação para "chauvinismo de bem-estar".
Valores sociais: Defesa da "família tradicional" (com variações).
Ênfase na soberania nacional contra globalização e instituições supranacionais.
Estratégia de "modernização" da imagem para alargar apelo.
Considerações Finais: Implicações e Perspetivas Futuras
Impacto Nacional: Maior polarização política, fragmentação partidária, pressão sobre partidos tradicionais, dificuldade na formação de governos estáveis, risco de "retrocesso democrático".
Impacto na UE: Desafio à coesão e solidariedade. Maior capacidade de influenciar agenda política da UE (migração, Pacto Ecológico, Estado de direito), podendo obstruir integração. Fragmentação interna dos PPED pode limitar ação como bloco monolítico.
Perspetivas Futuras: PPED provavelmente continuarão como componente estrutural da política europeia. Acesso a governos dependerá da evolução de "cordões sanitários" e disposição de partidos de centro-direita para coligações.
Desafios para Democracias Liberais: Necessidade de responder ao apelo dos PPED sem comprometer valores democráticos, abordando insegurança económica, ansiedades identitárias e desconexão cidadãos-elites. Papel crucial da sociedade civil e comunicação social.
Realinhamento Partidário: Possível consolidação de um novo eixo de competição política (GAL-TAN: Verde-Alternativo-Libertário vs. Tradicional-Autoritário-Nacionalista).
Teste para a UE: A resposta da UE (políticas para mitigar causas, defesa do Estado de direito) será crítica para sua resiliência e identidade futura.